sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Queria sentir o lirismo dos românticos para escrever o amor. Queria sentir a forma parnasiana para escrever as manhãs de domingo. Queria sentir a ferocidade animalesca dos naturalistas para escrever o sexo. Queria sentir a paz de uma criança para escrever um conto-de-fadas com final feliz. Mas sequer encontei a paz de escrever a palavra. Já diria um amigo meu que a palavra é vício e não virtude. Por que diabos então não consigo me desentoxicar? Odeio a palavra. Odeio a palavra e todo amor, toda manhã de domingo, todo sexo e todo conto-de-fadas que não consigo escrever com ela.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário