A dor me exauriu.
Esse meu vício
no amor-superfície
me partiu em dois.
Quando se fende a carne
e é profundo o corte,
sei lá se por acaso ou por
pura sorte, mas não se sente.
Quando se risca a pele
ou o pêlo fica em brasa,
quando se arranha a vaidade
e o ego se arrasa: dói.
Vou pôr no armário
esse verbo imundo
que diz todo o mundo
estar cheio de ética.
Ficarei satisfeito; tudo ilusão.
Quero –e quero agora– um amor profundo
e um copo de vodka desses bem fundos
–just in case– só por precaução.
domingo, 20 de abril de 2008
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