em casas e camas e corpos e cores
em noites e tardes e dias risonhos
O que importa?
nada importa...
[tantas dores!]
Que dores são essas que doem esses sonhos?...
Que bem que me faz se mal me consome
se queima aos poucos ou rouba aos molhos?
Pois pende
em meu lado
o peso da fome
que seca meus lábios e molha meus olhos.
Que medos são esses que sondam meus sonhos?
E quando o sono, rastejante, bate à porta
no mesmo instante puro e insano bate a pressa.
O frio, a sede
Que medos são esses que sondam meus sonhos?
E quando o sono, rastejante, bate à porta
no mesmo instante puro e insano bate a pressa.
O frio, a sede
o ar [meu rio!]
nada importa!
Nem céu nem chão nem mar, meu riso é que interessa.
Que sonhos são esses a que me disponho?
Que sonhos são esses a que me disponho?

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