Não importa
Se o cabelo desgrenha-se
Ou se a respiração pesa.
Ainda respiro.
Não importa
Se os fatos travestem-se
Ou se deixaram de ser.
Ainda entendo.
Não importa
Se pensamentos embrenham-se
Ou se a visão se distorce.
Ainda vejo.
Não importa
Se os sabores disfarçam-se
Ou se o amargo domina.
Ainda sinto.
Só sei que ainda respiro,
Embora não entenda o que vejo.
Sei que sinto.
E sinto muito.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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