quinta-feira, 23 de outubro de 2008

S-o-b-r-e-t-u-d-o

Há a sensação do porvir,
O sabor do não-virá...
E sente-se o vento que vem,
Ouve-se a onda que vai,
Vê-se o céu descorar,
Espera-se o tempo ruir.

E fica ruim.

Nessa, vai-se levando:
A mente dói,
O dedo dói,
e dói o subconsciente,
e pesa (muito) a consciência,
e perdura a dormência
(os olhos também pesam),
e sobra a deficiênciade horas,
de minutos,
de flashes
de lembranças -
Que apenas talvez tenham existido.

Há, sobretudo,
(e agora, José/Maria/Samuel?)
A dúvida.

Sobre tudo.
E agora?

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